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Conheça a panela brasileira no College!

  • Foto do escritor: Arthur Salazar
    Arthur Salazar
  • 25 de abr.
  • 6 min de leitura

Eduardo Klafke e Samis Calderon são duas das principais joias do nosso basquete, saber isso é fundamental. A dupla foi parte fundamental da conquista brasileira da prata na AmeriCup U18 de 2022, que levou a Seleção ao primeiro Mundial U19 desde 2013. Além disso, Du e Samis jogaram juntos na NBA Academy LatAm e ainda foram convocados para o GloblJam U23 nesse ano.


Du (2005) esteve em Ole Miss nas últimas duas temporadas, com pouco tempo de quadra. Nesse tempo, manteve médias de 44.6% de 3PT, com 48.1% de aproveitamento de longe na sua primeira temporada. Na última, normalizando seus números por quarenta minutos, teve 12.3 PtsP40, 6.7 RebP40, 2.1 AstP40 e 2.0 StocksP40. Quando jogou pelo menos 25 minutos em 2025–26, teve 11.4 PtsPJ com 5.1 RebPJ e 47.3% de 3PT.


Samis (2004) jogou ainda menos, pisando em quadra com uma média de 4.4 MinPJ por Kansas na sua primeira temporada de NCAA. O ala de 2.03m de altura e 2.21m de envergadura foi subutilizado após uma temporada de 10.1 PtsPJ, 5.9 RebPJ, 2.8 AstPJ e 2.1 StocksPJ na Overtime Elite.


Para 2026–27, a dupla escolheu Butler. Du e Samis se juntam novamente e buscam, com essa união, se projetar para o Draft de 2027. Conversei com os dois e ouvi de perto as motivações e frustrações que ambos carregam e buscam em Butler ressignificar para um salto de protagonismo e confiança na carreira.


[ENTREVISTA]


O que te levou ao portal de transferências?

E: “Depois de dois anos em Ole Miss, acredito que o melhor para mim seria explorar novas oportunidades e caminhos. Tenho muito basquete para mostrar. Podia ter sido mais utilizado em Ole Miss, com mais minutagem e opções de jogo no ataque. Sei da capacidade que tenho, do basquete que tenho. Sei que posso ser protagonista em outra boa equipe. Esse foi um dos motivos principais: mostrar meu basquete para que eu possa ser visto, para ter números bons e colocar meu nome no Draft.”


S: “O que me levou a entrar no portal da NCAA foi a minha vontade de ter mais minutos, para ter mais possibilidades de jogar e mostrar meu basquete.”


Por que Butler?

E: “O que mais me chamou a atenção foi o coach. Ele jogou basquete e isso é importante para mim, gosto de jogar sabendo que ele passou pelo que passei, e que tem o ponto de vista de jogador além da visão do técnico. Acredito que, para um jogador ser bem-sucedido, principalmente no College, ele precisa ser entendido pelo seu treinador. A confiança que ele me passou, ele saber do meu potencial e do impacto que posso ter, foi um dos motivos de eu ser um dos primeiros caras a ele recrutar no portal. Por ele ter muito contato com a NBA, tivemos conversas boas sobre esse meu sonho de chegar na Liga, apontando que se eu confiar no trabalho, ele me ajudaria a realizar esse sonho. O interesse que ele demonstrou por mim me encantou. Confiar no meu potencial, sem eu sequer ter pisado em Indianapolis, me fez grato. Butler é uma universidade muito tradicional, eles têm uma história muito bonita no basquete, e eu gostaria de continuar esse legado e colocar meu nome em Butler.”


S: “As minhas primeiras impressões de Butler são as melhores possíveis. Vai ser um time com um staff novo e muitos jogadores recém-chegados também. O que me chamou a atenção foi a minha primeira conversa com o coach, achei o trabalho que ele quer fazer com o time parecido com o estilo que gosto de jogar.”


Quais são as expectativas para dividirem a quadra de novo?

E: “Poder jogar com ele é muito bom, até porque a gente se conhece há bastante tempo. A gente jogou junto, jogou contra, representou a Seleção Brasileira… A gente se entende em quadra, como cada um gosta de jogar. Somos muito próximos fora de quadra, e isso ajuda muito na hora do jogo, até porque podemos falar a verdade e compartilhar opiniões diferentes. Isso é muito importante para uma equipe: ter boas relações com seus companheiros. Jogar com um cara que considero um irmão representa muito, e as expectativas são as mais altas. Sei da nossa qualidade, sei que a gente ainda tem muito a mostrar. A gente tem tudo para levar Butler a um lugar especial.”


S: “Jogar com o Du de novo foi um dos motivos de eu escolher Butler. Eu e o Du temos uma ótima relação dentro e fora da quadra. Tenho certeza de que vamos nos ajudar muito lá e isso vai acabar sendo muito bom para o time também.”


Quem é o Samis?

E: “Todo mundo sabe que ele tem um biotipo fenomenal para jogar basquete, ele tem o dom de Deus que é o atletismo dele. Isso fica evidente para qualquer pessoa que o vê jogar. Ele é muito explosivo, um ótimo defensor, e para mim, o 3&D perfeito. Ele consegue arremessar de três, e mesmo que os atributos físicos dele falem mais alto, ele é extremamente inteligente, coisa que faz eu gostar muito de jogar com ele.”


Quem é o Du?

E: “A minha vida inteira, eu fui caracterizado como um arremessador. Então, sempre que falam sobre mim, destacam meu arremesso. Mas, eu acredito que posso exercer diversas funções dentro de um ataque. Sou muito versátil, aprendi isso sobre meu jogo após tantos anos na FIBA e aqui. Por conta do meu QI de basquete e minha competitividade, posso fazer diferentes coisas. Sou muito inteligente no jogo, consigo antecipar os movimentos dos meus adversários. Obviamente, eu não sou o cara que corre mais rápido, nem o que pula mais alto ou o mais forte, mas por conta disso, os meus instintos me garantem. Aprendi que defender pode me levar aos lugares que sempre sonhei. Então, em vários jogos, marquei todas as posições em quadra, o que é raro pensando na minha altura, marcar de 1 a 5. Mas, de novo, isso acontece por causa da minha competitividade que carrego desde criança. Competição é uma coisa que amo e sempre gostei de marcar o melhor jogador do outro time. Acredito que sou um ótimo passador, mas infelizmente não consegui mostrar isso na última temporada por falta de oportunidades no ataque. Mas, a partir do Pick and Roll, eu consigo fazer qualquer coisa, e acredito que nesse ano vou conseguir mostrar mais essa minha qualidade. E sobre a leitura e antecipação, poucas pessoas falam sobre meu impacto nos rebotes, tanto no ataque quanto na defesa.”


Você tem algum jogador que te serve como espelho ou referência?

E: “Obviamente, eu cresci assistindo o Curry jogar, e assim me espelhei nele pelas minhas características de arremesso. Mas, ficando mais velho, fui acompanhando mais jogadores, por causa da minha altura, e hoje em dia, me vejo jogando como o Austin Reaves, Tyler Herro e Devin Booker. Esses são jogadores que gosto muito. Luka Doncic é um cara que assisto muito também. Esses são caras que estudo diariamente na sessão de vídeo, e busco assistir antes de dormir, antes dos jogos, para tentar copiar mesmo, tentar fazer os mesmos movimentos, porque são jogadores que têm um estilo de jogo parecido com o meu.”


S: “Tenho o Mikal Bridges como referência, acho que temos um jogo parecido, com ele sendo um 3&D.”


De que forma você acredita que a experiência de SEC e do torneio nacional com Ole Miss pode te agregar a um papel maior em Butler?

E: “Jogar na SEC, contra os melhores jogadores do College, vai me trazer muitos pontos positivos agora nessa transferência para Butler e a Big East. SEC é a melhor conferência do College Basketball, e evidentemente, nos últimos dois anos, esses times foram melhores que os outros. Isso me agrega muito na questão da fisicalidade. Ganhei pelo menos dez quilos de músculo desde que cheguei aos EUA. Ter jogado contra os melhores jogadores, os melhores prospectos, vai ser muito importante para essa nova etapa.”


Como a passagem em Kansas te preparou para chegar em Butler como outro jogador?

S: “Em Kansas, evoluí muito como jogador e como pessoa, aprendi bastante e me preparei para esse próximo passo. Hoje me sinto mais pronto e confiante, e estou muito ansioso para jogar em Butler e mostrar o meu trabalho.”

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Falo de basquete, de base; masculino e feminino; do Brasil; da Europa; da NBA; da WNBA.

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